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Nesta quinta-feira (20/02), a Caixa Econômica Federal anunciou em um evento no Planalto sua linha de crédito imobiliário com taxa de juros prefixados entre 8% e 9,75% ao ano. Esta modalidade se soma aos financiamentos com juros indexados à Taxa Referencial (TR) e à inflação (IPCA), que já eram oferecidos pelo banco.

Com este lançamento, a Caixa declara trazer mais segurança e previsibilidade ao cliente.

Os juros variam de acordo com o tempo de financiamento e relacionamento com a Caixa (correntistas do banco, por exemplo, entram na categoria “com relacionamento” e pagam menos juros)

Clientes com relacionamento:
Taxa para 10 anos – 8%
Taxa para 20 anos – 8,5%
Taxa para 30 anos – 9%

Clientes sem relacionamento:
Taxa para 10 anos – 9,75%
Taxa para 20 anos – 9,75%
Taxa para 30 anos – 9,75%

Segundo Pedro Guimarães, presidente da Caixa, essas taxas têm uma “gordura” para permitir a proteção e podem ser reduzidas conforme a operação for aplicada.

Esta modalidade proporcionará o financiamento de até 80% do valor do imóvel. Nos outros formatos, a Caixa financia até 70% do total. O banco pretende bater R$ 10 bilhões em empréstimos nessa linha.Com o lançamento, a Caixa Econômica Federal defende trazer mais segurança e previsibilidade ao cliente. No momento da contratação, ele saberá exatamente o valor que será pago ao final do período, que pode ser de até 30 anos.

Em outras palavras, o risco de inflação fica com a Caixa, e não mais com o comprador. Com isso, o juro fixado será maior. Hoje, as menores taxas cobradas nas outras duas modalidades são de IPCA + 2,95% ao ano ou TR + 6,5% ao ano.

A Caixa resume que os três produtos têm finalidades diferentes. O financiamento atrelado ao IPCA tem a menor prestação, mas a maior volatilidade, com risco de inflação. Já a TR tem prestação menor, mas  volatilidade maior, já que há risco de a inflação se descontrolar. Por fim, a taxa fixa tem uma prestação maior, mas sem passar o risco ao cliente.

Novas reduções de juros

Guimarães disse, sem dar detalhes, que as taxas de juros de outras modalidades também irão abaixar. Ele citou o juro do rotativo, que está em 4,5% ao mês, como exemplo, mas não disse quanto essas taxas cairão e nem quais outras linhas devem ser afetadas.

Em outra frente, o banco estatal disse, na terça-feira (19/02), que também quer aumentar a contratação de seguros e de linhas de crédito via oferta desses produtos através de correspondentes bancários, como lotéricas.

A grande aposta de Pedro Guimarães é apostar pesado em home equity, modalidade que utiliza imóveis como garantia, aproveitando a futura liberação por parte do Banco Central, para que uma mesma unidade imobiliária possa
ser utilizada em mais de um empréstimo. “Já avisei o Roberto Campos Neto (presidente do Banco Central) que vamos fazer, porque nós temos meio trilhão em crédito imobiliário”.

Campos Neto, que também participou do evento, disse que esse produto “é uma forma de botar muito dinheiro na economia”.
O banco também voltou a falar em securitização dos produtos de crédito imobiliário, ou seja, a venda de produtos de  investimentos atrelados aos contratos de financiamento.